Cartografia
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Cartografia da Cultura Candanga
Por meio do mapeamento de equipamentos e grupos culturais do DF, a Cartografia da Cultura Candanga busca oferecer ao público informações detalhadas sobre os circuitos culturais da região, promovendo o turismo cultural na região, e subsidiar o Estado na elaboração de políticas públicas pertinentes aos segmentos culturais, através da formulação de diagnósticos do universo mapeado.
A partir de 2012, o mapeamento será feito de forma mais dinâmica e democrática, com o aperfeiçoamento da ferramenta para que haja o auto-mapeamento dos grupos. Num primeiro momento, por meio do preenchimento de um formulário, ou o envio de informações para o email redecandanga@gmail.com, os grupos serão incluídos no mapa virtual. Num segundo momento, poderão se auto-mapear e inserir suas informações de forma autônoma. Estas informações serão monitoradas com periodicidade pela equipe da Rede Candanga, garantindo a qualidade e fidelidade dos dados e informações fornecidos. A versão interativa da Cartografia da Cultura Candanga pode ser conferida no endereço www.redecandanga.com/cartografia.
Mapeando a cultura no DF
A primeira Edição da Cartografia foi realizada em parceria com o Laboratório de Sistemas de Informações Espaciais (LSIE) do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB) no ano de 2009. Foi um trabalho pioneiro de levantamento de dados e mapeamento no Distrito Federal. A partir da pesquisa de campo e da elaboração do Sistema de Informações Geográficas, foram identificados 39 gr upos e associações culturais e 75 equipamentos culturais no DF. O projeto envolveu a aplicação de questionários aos coordenadores e participantes de cada localidade, o registro em audiovisual de entrevistas e atividades e a disponibilização do mapa no endereço eletrônico www.redecandanga.com . Nesta primeira edição, o Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP) e Fundo de Apoio à Cultura (FAC) deram apoio à iniciativa que contou também com a parceria do Instituto Arte Cia. e Cidadania (IACC), localizado em Samambaia.
A segunda edição do nosso mapa traz cerca de 59 grupos e entidades culturais, incluindo todos os Pontos de Cultura em funcionamento do DF e 75 equipamentos culturais. Assim, esse material se consolida como um importante instrumento para orientar brasilienses, turistas, governos e estudiosos sobre os processos culturais e geográficos da região.
Cartografia da Cultura Candanga 2011
hip hop
Ação Esperança (AESP) – Planaltina
Programa Picasso Não Pichava – Sobradinho
Grupo Cultural Azulim – Sobradinho
Ponto de Cultura Atitude Jovem – Ceilândia
Reunião Urbana de Artistas (Grupo RUA) – Ceilândia
cultura popular
Projeto Pau Pereira (Associação dos Amigos do Patrimônio Histórico de Planaltina) – Planaltina
Centro de Integração Esporte e Cultura – Planaltina
Instituto Artnoá – Paranoá
Grupo Circo Teatro Artitude – Guará
Associação Cultural de Capoeira Angola N ZAMBI – Plano Piloto
Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (Ponto de Cultura) – Plano Piloto
Biblioteca Comunitária do Bosque – São Sebastião
Associação Ludocriarte (Ponto de Cultura) – São Sebastião
Centro Cultural e Social Grito de Liberdade – Riacho Fundo
Biblioteca Comunitária Luís Lima – Recanto das Emas
Instituto Sócio Cultural Amigos do Bem – ISABEM – Samambaia
Ponto de Cultura Invenção Brasileira – Taguatinga
Ponto de Cultura Menino de Ceilândia – Ceilândia
Ponto de Cultura Ciartcum – Ceilândia
Mamãe Tagua – Taguatinga
Ponto de Cultura Tribo das Artes – Taguatinga
teatro
Bagagem Cia de Bonecos – Gama
Pontinho de Cultura Rede Ação Cultural do Gama Voar Teatro de Bonecos – Gama
Ponto de Cultura 100 Dimensão – Samambaia
Associação Cultural Mandala – Plano Piloto
Ponto de Cultura ESTEC – Estúdio de Tecnologia Cênica – Plano Piloto
Ponto de Cultura Cooperativa Brasiliense de Teatro – Plano Piloto
Associação Artística Mapati – Plano Piloto
Galpão do Riso – Samambaia
Associação Artística Mapati – Plano Piloto
Giz no Teatro – Paranoá
Grupo de Teatro Celeiro das Antas – Taguatinga
música
Instituto Batucar – Recantos das Emas
ArteCei – Ceilândia
Grupo Paralelo X Projeto 7 Bandas – Ceilândia
Projeto Sons de Cidadania – São Sebastião
Organização Cultural e Ambiental TAMNOÁ (Ponto de Cultura) – Paranoá
Banda Sinfônica de Sobradinho – Sobradinho
audiovisual e comunicação
Sociedade dos Moradores e Amigos da Expansão de Samambaia – Samambaia
Casa Brasil – Ceilândia
Ponto de Cultura Mundo, Olhares e Saberes – Associação Faísca Cultural – Paranoá
Ponto de Cultura Cinema a Céu Aberto – Plano Piloto
Associação Cultural Claudio Santoro – Plano Piloto
artesanato
Instituto Integridade – Lar dos Velhinhos Maria Madalena – Núcleo Bandeirantes
Grupo de Mulheres Mosaicistas de São Sebastião – São Sebastião
Associação dos Artesãos de Planaltina – Planaltina
realização
Associação Sociocultural Radicais Livres (Sarau Radical) – São Sebastião
Instituto Cultural Congo Nya – ICCN (Ponto de Cultura) – São Sebastião
Artéria – Cultura e Cidadania (Ponto de Cultura) – Plano Piloto
LSIE – Laboratório de Sistemas de Informação Espacial – Plano Piloto
OSCIP Educação em foco – Ação Periferia (Ponto de Cultura) – Plano Piloto
Fundathos – Fundação Athos Bulcão (Ponto de Cultura) – Plano Piloto
Projeto Garatuja – São Sebastião
Coletivo Gente Brasil – Guará
Ponto de Cultura Ferrock de Canto a Canto – Ceilândia
Ponto de Cultura Avessa – Ceilândia
Pontão de Cultura 508 Sul/ Rede 508 Sul de Pontos de Cultura do DF – realização
Cartografia da Cultura Candanga 2009
1. Equipamentos culturais mapeados
Localização dos principais equipamentos culturais públicos do DF.
Fonte: SITURB 2007
O mapa mostra que ao longo do processo de crescimento das zonas urbanas foi mantida a concentração dos equipamentos culturais públicos na RA I (Plano Piloto). Segundo o IBGE¹ (2007), o DF possui o maior índice de equipamentos culturais e meios de comunicação do país.
2. Entidades culturais mapeadas
Localização dos grupos, associações culturais e pontos de cultura mapeados entre 2008 e 2009.
3. Atividades e pessoas
Há uma grande diversidade de atividades desenvolvidas pelos grupos. Essas variam sem qualquer correlação espacial. Assim, não é possível dizer que determinada região ou cidade “é a cidade do teatro ou do cinema”, por exemplo. Mas, baseado no número de ocorrência de cursos, é possível afirmar que determinada cidade tem maior aptidão na disseminação de conhecimentos em um segmento artístico especifico.
| Cursos | Quantidade | |
| Artesanato | 16 | |
| Música | 16 | |
| Teatro | 15 | |
| Dança | 13 | |
| Audiovisual | 11 | |
| Outros | 11 | |
| Inclusão Digital | 10 | |
| Artes Plásticas | 9 | |
| Capoeira | 7 | |
| Hip-Hop | 7 | |
| Circo | 6 | |
| Literatura | 6 | |
| Gestão | 4 | |
| Comunicação | 3 | |
| Luthieria | 3 | |
| Esportes | 3 | |
| Fotografia | 3 | |
| Tecnologia Cênica | 2 |
Total de cursos e oficinas, dividos por áreas, ministrados pelas entidades mapeadas.
| RA | Quantidade | |
| Samambaia | 19 | |
| Riacho Fundo | 10 | |
| Plano Piloto | 155 | |
| Paranoá | 27 | |
| Taguatinga | 38 | |
| Riacho Fundo II | 5 | |
| Gama | 24 | |
| Ceilândia | 68 | |
| Recanto das Emas | 20 | |
| Itapoã | 25 | |
| São Sebastião | 28 | |
| Planaltina | 263 | |
| Sobradinho | 14 |
Número de pessoas trabalhando nos grupos mapeados, separados por RA
Os grupos atendem, durante a realização de cursos ou oficinas, uma estimativa de 5.906 pessoas. Esse número provém da soma total dos dados divulgados pelos coordenadores de cada entidade mapeada, mas não são todos os que possuem o registro exato de pessoas que participam de suas atividades. Da mesma forma, estima-se que os grupos empreguem 696 funcionários (essa informação pode variar para mais ou para menos de acordo com a demanda ou falta de trabalho). Trinta grupos afirmaram possuir ex- participantes trabalhando hoje na área artística, em diferentes áreas de atuação. Foram formados, músicos, atores, comunicadores, fotógrafos, luminotécnicos, cenógrafos, coreógrafos, professores e mestres de capoeira, arte-educadores, artesãos, artistas plásticos e DJs.
Há uma homogeneidade na distribuição dos participantes pelo gênero. Dos 38 grupos entrevistados, 22 afirmaram um equilíbrio entre o número de homens e mulheres. Três entidades (todas localizadas na Ceilândia) afirmaram que a maior parte dos seus participantes é do gênero masculino. Uma das entidades trabalha com o grafite a outra com a formação de bandas de rock. Treze grupos afirmaram que a maior parte dos seus freqüentadores é do sexo feminino. As atividades dessas instituições variam muito (são bibliotecas comunitárias, oficinas de artesanato, grupos de capoeira, grupos teatrais e musicais), não sendo possível inferir nenhum tipo de correlação entre a variável de gênero e o tipo de atividade exercida nos grupos.
Principais formas (em %) de divulgação adotadas pelos grupos.
*inclui também rádios comunitárias
A divulgação das atividades realizadas pelos grupos mapeados é concentrada apenas onde a sede deles se localiza ou desenvolve alguma atividade (curso, oficina ou espetáculo). Muitas das entidades possuem algum tipo de parceria com as escolas públicas locais (seja para a realização de cursos ou montagem de espetáculos). Isso faz com que elas possuam um direcionamento específico a essas escolas, realizando apresentações durante o período letivo.
4. Principais formas de captação de recursos das entidades
Principais formas de captação das entidades pesquisadas – agosto de 2009
Principais formas de captação dos das entidades pesquisadas, excluídos os grupos que foram contatados através do CEAC – agosto de 2009
A forma de captação de recursos varia muito entre as entidades. A maior parte dos grupos possui entre duas e quatro diferentes formas de captação. A venda de apresentações está vinculada a atividade que mais gera recursos entre os grupos, doações também garantem a sustentabilidade de algumas organizações, seguidos de recursos provenientes dos Governos Distrital (FAC) e Federal (Lei Rouanet e Fundo Nacional de Cultura – FNC).
Os convênios firmados entre os grupos com instituições federais variam muito independente das atividades de cada grupo. Foram citados convênios com o MinC, Ministério do Turismo, UnB, Banco do Brasil, Petrobrás e Ministério da Justiça. A venda de objetos produzidos internamente possui pouca importância para várias entidades, sendo citado apenas pelos que trabalham com artesanato e produção de bonecos (mamulengos e outros bonecos utilizados no teatro). Curiosamente, a bilheteria de eventos produzidos pelos grupos é relativamente baixa frente à grande produção de eventos produzidos, isso porque a maioria dos eventos produzidos é gratuito, mesmo alguns de grande porte, como encontros e festivais.









